Social media para iniciantes

EQUIPE REPÚBLICA

Vemos muitas empresas grandes tateando nas mídias sociais sem saber ao certo a linguagem para se comunicar com seu público, em que canais devem estar presentes e qual o objetivo de tudo isso. Para as pequenas organizações, essa jornada pode ser ainda mais complexa. Acredite, é comum não saber nem por onde começar. Mas nada disso é motivo para ficar de fora. Aqui, compartilhamos um guia de social media para iniciantes para quem deseja se aventurar no fantástico mundo da internet. Confira.

1. Conheça os canais

Você conhece o seu público? Se não conhece, volte uma casa e faça isso antes de qualquer coisa. Se você está com a lição de casa em dia, podemos dizer que o primeiro passo para criar canais eficientes de comunicação na internet é esmiuçar o perfil de cada plataforma de mídia social.

Pergunte-se: Onde o meu público está? Com que objetivo ele usa essa rede social? O que este canal tem a oferecer para a minha empresa?

Cada espaço online tem um papel diferente dentro do habitat virtual. Começando pelo gigante, o Facebook tem maior número de pessoas e é, talvez, a mais abrangente das plataformas. Convenhamos, uma página bem organizada é o basicão que toda empresa precisa ter para começar a pensar em social media. Afinal, até a sua tia está dando chuva de likes por lá.

O Twitter já é bem diferente e muito dinâmico. Os usuários gostam de ser respondidos na velocidade da luz quando mencionam uma empresa. Se quiser investir na plataforma — que costuma repercutir bem para negócios eficientes no atendimento — pense que será preciso uma pessoa ágil e com autonomia para dar o retorno prontamente.

Ou seja, não adianta colocar no comando alguém que terá que aprovar cada resposta com o CEO da empresa. Vai ser um tiro no pé. Não esqueça também que o Twitter requer alguém que domine a arte de hashtags, retuítes e tudo mais.

Para negócios com conteúdo mais visual e clientes jovens, por exemplo, o Pinterest é um caminho bem interessante. Antes de embarcar, pondere se a sua empresa tem bastante material como fotografias e ilustrações para compartilhar. Design, decoração e gastronomia costumam ser os tópicos queridinhos dos usuários da rede.

Fotos, fotos e mais fotos. O Instagram é outro canal que não funciona se não conquistar os olhos. Empresas de moda e life style estão em casa na plataforma. Dependendo do seu produto ou serviço, considere investir em celebridades ou blogueiros especializados para entrar em grande estilo no Instagram. Mas, se o orçamento não permite, foque em fotografias bonitas e seja eficiente nas hashtags.

Para quem gerencia negócios mais formais ou precisa de constante recrutamento, o LinkedIn vale ouro. Em uma plataforma com tom corporativo, o público costuma ser mais velho e não dedica muito tempo para navegar pelo site. O foco é criar relações e conexões de trabalho. Não precisa ser sisudo, mas saiba dosar a casualidade por lá.

2. Conte sua história

Para colocar o primeiro pé nas redes sociais, é preciso atender o básico. Independentemente da mídia utilizada, lembre-se de que a página da empresa precisa ter as informações básicas — endereço, horário de funcionamento, contatos e website. Uma boa história, é claro, sempre ajuda.

Histórias existem para serem apreciadas e compartilhadas. Boas narrativas podem ser um poderoso trunfo para marcas e organizações. Por isso, invista na descrição do negócio. Com apenas um acesso, as pessoas precisam entender seus produtos e serviços. Logo, especialmente nas páginas de apresentação, concisão é a palavra de ordem. Se o conceito da empresa estiver claro, as chances de acessos se transformarem em negócios são maiores.

Feito isso, é hora de pensar na aparência. Comece pela foto de perfil. Ela que vai ser seu “cartão de visitas”. Por isso, opte pelo logo da empresa. No caso de algumas mídias, você precisa eleger também uma foto de capa. Nesse espaço, vale priorizar uma imagem que identifique o negócio. A pessoa tem que sacar de cara o segmento em que você atua: beleza, engenharia, gestão ou qualquer outro.

Tenha também uma identidade visual bem definida para ingressar na internet. Mesmo com muitos canais, todos eles precisam “dialogar” entre si. Quem acessa Facebook, Twitter, Instagram e Youtube da empresa precisa sentir que é tudo parte de uma mesma família. Em ordens práticas: utilize a mesma paleta de cores, as mesmas fontes e o mesmo estilo de fotografias e gráficos.

3. Defina sua linguagem

A forma como você se expressa nas redes sociais diz muito sobre sua empresa. A partir da linguagem usada, as pessoas traçam um breve perfil mental da sua marca. É como se ela ganhasse vida. Por isso, tenha sempre em mente quem é seu público e como você quer ser visto por ele — sem esquecer, é evidente, que esses traços de personalidade também devem estar presentes na comunicação offline. Caso você não abrace a coerência, pode se dar mal.

Uma marca jovem não quer ser vista como uma tia que está por fora do que circula na internet. Já para um escritório de advocacia, por exemplo, não é interessante ser percebido como um adolescente engraçadinho.

É igualmente importante pensar sobre qual o seu objetivo com as mídias sociais. Para construir um relacionamento mais próximo, fale na primeira pessoa — do plural — e adote um tom de proximidade. Esse estilo cai muito bem para empresas como as de moda, que costumam dar muitos conselhos para seus consumidores. As pessoas gostam de intimidade. Mas precisa fazer sentido.

E lembre-se: consistência é um mantra quanto a sua linguagem. Se você elegeu uma abordagem, não fique trocando sem mais avisos. Ninguém gosta de marcas indecisas.

4. Saiba quando postar

Cada canal pede um intervalo diferente entre postagens. O Twitter, por exemplo, precisa de mais atualizações, pois o feed muda rápido. O Instagram seguia a mesma lógica até março, quando a empresa anunciou que as postagens passariam a ser organizadas pela relevância, e não mais por ordem cronológica. Quase como acontece no Facebook.


Mas o Facebook é bem mais delicado. Segundo o EdgeRank, algoritmo original do Facebook, três fatores principais influenciam no feed dos seguidores. O primeiro deles é a afinidade — ou seja, a quantidade de interações entre os usuários e a página. O segundo leva em consideração o tipo do conteúdo. Na maior rede social do mundo, a prioridade é para fotos e vídeos. Links vêm acima dos textos puros, que estão no grau mais baixo de importância do Facebook. Há, ainda, o fator tempo: quanto mais recente a publicação, maior seu peso no algoritmo.

Além do impulsionamento pago (falamos disso aqui), existe outra forma de aumentar o alcance das postagens: encontrando os horários e dias de pico. Para definir quais são esses momentos de ouro, é preciso conhecer o seu público e saber analisar a ferramenta “Informações” (ou Insights, em inglês) da sua página. Lá estão dados preciosos sobre suas postagens e seus fãs. Não tenha medo de testar. Depois de experimentar algumas faixas, analise os números que o Facebook apresentar e descubra o que funciona melhor para a sua marca.

Mas, se você tiver notícias fresquinhas, não hesite em quebrar todas as diretrizes e postar o mais rápido possível. O povo adora uma novidade.

5. Faça das métricas suas aliadas

Se você chegou ao passo 5, significa que suas redes sociais já estão bem encaminhadas. Encerramos o guia com uma dica tão valiosa quanto assustadora. Afinal, os números costumam espantar quem não está acostumado a lidar com eles.

Mas acredite: são as métricas que vão quantificar o retorno do seu investimento (de tempo e de dinheiro, o que muitas vezes significa a mesma coisa). Use as ferramentas à sua disposição para acompanhar os resultados. Conseguir identificar e compreender os pontos positivos e negativos da sua estratégia em mídias sociais é fundamental para fortalecer ainda mais a sua marca.

Vale conhecer melhor algumas ferramentas que geram esses dados automaticamente, como é o caso de Facebook, LinkedIn e Pinterest. Na aba “Informações” na fanpage do Facebook, por exemplo, o administrador pode ver o desempenho (alcance e envolvimento) de cada postagem, o perfil dos fãs, o número de visualizações da página, como as pessoas estão encontrando a fanpage e muito mais. É como um grande panorama da presença da empresa no canal.


Por outro lado, quem usa Twitter e Instagram precisa buscar ferramentas extras para ter acesso a essas informações. Alguns instrumentos analisam o engajamento dos seguidores, as hashtags mais usadas, os seguidores mais participativos e outros dados importantes, produzindo — em certos casos — extensos relatórios das atividades na plataforma. Lembrando sempre que existem opções gratuitas, mas quanto mais completa, mais cara é a ferramenta. Algumas chegam a custar U$ 2.500 por ano. Então, pondere se você precisa mesmo de tudo isso.

A partir da análise de dados, é possível ver o quadro geral do desempenho da sua empresa nas redes sociais. Todo mundo tem forças e fraquezas, oportunidades e ameaças (a tradicional SWOT). Acompanhe sempre os resultados para poder corrigir sua rota em tempo, e não tenha medo de inovar.

Dica bônus: faça algo pelas mídias sociais da sua empresa. Não estar na internet não é uma opção para os negócios de sucesso.